Resident Evil é chamado de um dos melhores filmes de videogame já feitos nas primeiras críticas
As primeiras críticas internacionais de Resident Evil começaram a aparecer e, até aqui, a nova adaptação dirigida por Zach Cregger vem recebendo uma recepção bastante positiva. Para parte da crítica, o filme não apenas supera as produções anteriores da franquia como também encontra um caminho particularmente eficiente para levar a experiência dos videogames para o cinema.
O Variety considera o longa diferente e superior aos filmes anteriores da série, destacando a maneira como Cregger abandona a abordagem mais acelerada das adaptações anteriores para construir uma aventura de monstros com identidade própria. A publicação também chama atenção para Austin Abrams, que interpreta Bryan, um entregador envolvido em uma sequência cada vez mais absurda de acontecimentos, e vê no ator uma das principais forças do filme.
O Variety considera o longa diferente e superior aos filmes anteriores da série, destacando a maneira como Cregger abandona a abordagem mais acelerada das adaptações anteriores para construir uma aventura de monstros com identidade própria. A publicação também chama atenção para Austin Abrams, que interpreta Bryan, um entregador envolvido em uma sequência cada vez mais absurda de acontecimentos, e vê no ator uma das principais forças do filme.
| Austin Abrams e Zach Cregger em Resident Evil - Sony Pictures/Divulgação |
Essa ideia de transformar o protagonista em uma espécie de representação do próprio jogador aparece também em outras críticas. Em vez de recorrer aos personagens mais conhecidos da franquia, como Leon Kennedy ou Jill Valentine, Cregger acompanha um personagem comum que simplesmente tenta sobreviver ao que encontra pelo caminho. A estrutura faz com que Bryan atravesse diferentes situações e ambientes como se estivesse avançando por fases de um jogo, sem que o filme dependa apenas de referências reconhecíveis para estabelecer sua ligação com Resident Evil.
O The Guardian, que deu quatro estrelas ao filme, também destaca essa combinação. A crítica descreve a produção como uma montanha-russa de terror e ação, elogia a presença de Abrams e observa que o humor funciona ao lado dos sustos e da violência. Para o jornal, Cregger consegue aproximar a estrutura do filme da lógica dos games sem deixar que ela pareça simplesmente uma reprodução de uma experiência interativa.
Outro aspecto recorrente nas avaliações é o tom. Resident Evil parece levar o horror a sério sem abrir mão de ser divertido. As críticas destacam momentos genuinamente assustadores, criaturas grotescas, violência gráfica e uma quantidade considerável de humor. O IGN, por exemplo, aponta que o filme é frequentemente engraçado sem transformar a própria franquia em motivo de piada, enquanto outras avaliações elogiam o equilíbrio entre horror e comédia.
| Sony Pictures/Divulgação |
As criaturas também aparecem entre os elementos mais elogiados. O desenho dos monstros, os efeitos práticos e a combinação com efeitos digitais são apontados como alguns dos grandes atrativos da produção. Há comparações com The Thing (O Enigma de Outro Mundo), de John Carpenter, especialmente pela maneira como os corpos podem se transformar em criaturas cada vez mais estranhas e imprevisíveis. É nessa liberdade criativa que o filme parece encontrar sua relação mais interessante com os jogos. Embora Cregger não siga literalmente a mitologia de Resident Evil, várias críticas entendem que ele conseguiu reproduzir a sensação de estar jogando, o que pode ser considerado algo mais difícil de adaptar. A câmera, a construção dos ambientes, a progressão dos perigos e a perspectiva de Bryan ajudam a criar essa aproximação com a experiência do jogador.
Por isso, alguns críticos já colocam o longa entre as melhores adaptações de videogames para o cinema, enquanto outras avaliações o aproximam de títulos como Exit 8 e Sonic the Hedgehog 3. A Variety também reuniu reações que classificam o longa entre as adaptações de videogame mais bem-sucedidas. Isso não significa que a recepção seja unânime. Algumas críticas apontam que o humor ocasionalmente enfraquece o terror, enquanto outras consideram o ritmo irregular em determinados momentos. O final é o principal ponto de discordância. Pois há quem considere a conclusão abrupta e pouco satisfatória, especialmente depois de o filme construir tão bem a trajetória de Bryan.
Ainda assim, o que chama atenção nas primeiras avaliações é a frequência com que esse novo Resident Evil aparece descrito como algo diferente das adaptações anteriores. No lugar de simplesmente adaptar o videogame, Cregger decidiu adaptar a sensação de jogá-lo. Mais do que reproduzir personagens, cenários ou acontecimentos conhecidos, o diretor parece ter buscado entender o que torna um jogo de Resident Evil uma experiência de Resident Evil.
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