Vitrine Petrobras relança clássicos, celebra prêmios internacionais e mantém filmes autorais em cartaz, reforçando um cinema vivo e necessário

A Vitrine segue provando por que seu catálogo é hoje um dos mais interessantes em circulação no cinema brasileiro. Há algo de muito vivo na forma como seus lançamentos dialogam com a história, o presente e o futuro do audiovisual. Não apenas ocupam salas, mas criam encontros, debates e permanência com um catálogo diversificado.

Um bom exemplo disso é o retorno de São Paulo Sociedade Anônima, clássico dirigido por Luiz Sergio Person, sobre qual falei anteriormente aqui; agora restaurado em 4K e relançado no circuito comercial pela Sessão Vitrine Petrobras a partir de 26 de fevereiro. Antes da estreia oficial, o filme volta com mais uma rodada de sessões especiais seguidas de debate com a cineasta/filha Marina Person, em uma programação que passa por São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Recife. Confira a programação deste abaixo e o portal de ingressos.





O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho

No campo das estreias recentes, a Vitrine também acompanha de perto a trajetória internacional de O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que venceu o prêmio de Melhor Filme Internacional no Film Independent Spirit Awards. O reconhecimento vem coroar uma temporada de festivais e premiações que segue até o Oscar, onde o filme concorre em quatro categorias. Mais do que troféus, chama atenção a maneira como o longa foi apropriado pelo público brasileiro. Inclusive fora das salas, nas ruas, em fantasias e homenagens espontâneas durante o carnaval.

Essa vitalidade também se reflete na presença do Grupo Vitrine no Festival de Berlim. Nosso Segredo, primeiro longa de Grace Passô, estreou com sessões lotadas e ótima recepção crítica na mostra competitiva Perspectives, dedicada a novos talentos do cinema contemporâneo. Já Papaya, dirigido por Priscilla Kellen, entrou para a história como a primeira animação brasileira selecionada pelo festival em 75 anos, trazendo uma fábula delicada sobre uma semente de mamão que sonha em voar.


São Paulo Sociedade Anônima (1965), de Luiz Sergio Person

Enquanto isso, nas salas brasileiras, Ato Noturno (capa) completa um mês em cartaz. Dirigido por Filipe Matzembacher e Marcio Reolon, o thriller erótico é o mais premiado do último Festival do Rio e aposta em atmosfera, tensão e trilha sonora como motores de uma narrativa atravessada por desejo, ambição e fetiche. Um lançamento da Sessão Vitrine Petrobras.

Já o clássico do cinema brasileiro ("São Paulo Sociedade Anônima") volta ao circuito comercial restaurado em 4K também através da Sessão Vitrine Petrobras, a partir de 26 de fevereiro. Mas antes da estreia no circuito comercial, o filme ganha sessões especiais seguidas de debate com a cineasta Marina Person, reforçando o diálogo entre um marco do cinema nacional e o público de hoje.


Programação da pré-estreia:

São Paulo: 23/02, às 20h, no Espaço Petrobras de Cinema 
(mediação de Marcelo Caetano)

Porto Alegre: 24/02, às 19h30, na Cinemateca Paulo Amorim
(mediação de Mônica Kanitz)

Rio de Janeiro: 25/02, às 20h40, no Estação NET Rio
(mediação de Renata Corrêa)

Recife: 26/02, às 19h30, no Cinema da Fundação.
(mediação de Fábio Leal)




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Acompanhar a Vitrine hoje, sobretudo, é aceitar um convite: olhar para o cinema como experiência contínua, que envolve memória, risco, descoberta e conversa. Em meio a tantos lançamentos, há valor em quem aposta em filmes que pedem mais do espectador, e oferecem mais em troca.







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