Look Back leva adaptação de mangá de Tatsuki Fujimoto à 50ª Mostra de Cinema de SP

A amizade entre duas jovens que compartilham a paixão pelo desenho é o ponto de partida de Look Back, longa-metragem japonês que integra a programação da 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Dirigido por Hirokazu Kore-eda, o filme adapta o mangá homônimo de Tatsuki Fujimoto, autor conhecido também por Chainsaw Man. A produção acompanha Fujino, uma adolescente confiante em seu talento, e Kyomoto, uma garota reclusa que dedica grande parte do tempo à ilustração. Embora tenham personalidades distintas, as duas encontram no desenho uma conexão que transforma suas trajetórias.
A princípio, a habilidade de Kyomoto desafia a confiança que Fujino deposita em seus próprios desenhos. A relação entre as duas ganha novos contornos quando elas se aproximam e passam a perseguir juntas o sonho de se tornarem autoras de mangá. Com 100 minutos de duração, Look Back foi exibido no Festival de Veneza antes de chegar à programação paulistana.
A princípio, a habilidade de Kyomoto desafia a confiança que Fujino deposita em seus próprios desenhos. A relação entre as duas ganha novos contornos quando elas se aproximam e passam a perseguir juntas o sonho de se tornarem autoras de mangá. Com 100 minutos de duração, Look Back foi exibido no Festival de Veneza antes de chegar à programação paulistana.
Trailer
A adaptação também marca o encontro entre o universo de Fujimoto e o cinema de Kore-eda, cineasta reconhecido pela atenção dedicada aos vínculos humanos e às transformações nas relações pessoais. A história das duas jovens oferece espaço para abordar amizade, rivalidade, ambição e o impacto que outras pessoas podem exercer sobre o caminho de um artista. O desenho vai além de uma atividade compartilhada e se torna parte essencial da maneira como as personagens constroem sua relação com o mundo.
Hirokazu Kore-eda iniciou sua carreira dirigindo documentários para a televisão antes de estrear em longas de ficção com Maborosi (1995). Ao longo de sua trajetória, construiu uma filmografia marcada por relações familiares, conflitos sociais e diferentes perspectivas sobre a experiência humana, em títulos como Ninguém Pode Saber (2004), Pais e Filhos (2013) e Assunto de Família (2018), vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes. Entre seus trabalhos mais recentes está Monster (2023), drama que aborda conflitos escolares por meio de diferentes pontos de vista. O cineasta também mantém uma relação com a Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que já exibiu diversos filmes de sua carreira.
Sessões na 50ª Mostra:
23 de outubro, às 20h10 — Sato Cinema
25 de outubro, às 18h40 — Cultura Artística
28 de outubro, às 17h — Cinesesc
28 de outubro, às 17h — Cinesesc
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