Com estreia em outubro, NAZA leva às telas a engrenagem por trás da guerra em Gaza
O documentário NAZA, dirigido por Yuval Abraham e Rachel Szor, ganhou trailer e data de estreia nos cinemas brasileiros. Premiado com o Prêmio Especial do Júri no Festival de Veneza, o longa chega ao país em 1º de outubro, com distribuição da Vitrine Filmes.
A produção investiga os mecanismos envolvidos nas operações militares de Israel na Faixa de Gaza a partir de registros e testemunhos que buscam lançar luz sobre como essas ações são planejadas e executadas. O trailer antecipa uma abordagem marcada pela observação direta dos acontecimentos e pelo esforço de compreender as estruturas por trás das operações.
O documentário reúne entrevistas com 24 oficiais de inteligência e soldados israelenses, todos mantidos em anonimato. As conversas foram gravadas secretamente durante a noite, em telhados de Tel Aviv, criando um registro pouco convencional das experiências e dos relatos daqueles que estiveram envolvidos nas operações militares.
No trailer, esses depoimentos antecipam um olhar sobre os procedimentos e as decisões que envolvem as operações em Gaza, enquanto os entrevistados descrevem aspectos de sua atuação e das estruturas militares das quais fizeram parte. O material sugere que o filme pretende deslocar o foco das imagens já conhecidas da guerra para aqueles que participaram diretamente de sua execução.
A repercussão internacional também colocou NAZA entre os documentários de maior destaque do circuito de festivais. A New York Magazine classificou o filme como "um dos filmes mais importantes de nosso tempo", enquanto a IndieWire afirmou que a produção "expõe a brutal máquina do genocídio moderno". The Hollywood Reporter também definiu o longa como "indispensável".
NAZA estreia nos cinemas brasileiros em 1º de outubro, com distribuição da Vitrine Filmes.
A produção investiga os mecanismos envolvidos nas operações militares de Israel na Faixa de Gaza a partir de registros e testemunhos que buscam lançar luz sobre como essas ações são planejadas e executadas. O trailer antecipa uma abordagem marcada pela observação direta dos acontecimentos e pelo esforço de compreender as estruturas por trás das operações.
Trailer
No trailer, esses depoimentos antecipam um olhar sobre os procedimentos e as decisões que envolvem as operações em Gaza, enquanto os entrevistados descrevem aspectos de sua atuação e das estruturas militares das quais fizeram parte. O material sugere que o filme pretende deslocar o foco das imagens já conhecidas da guerra para aqueles que participaram diretamente de sua execução.
As falas também questionam a ideia de que não haveria civis inocentes após os ataques de 7 de outubro e mencionam como essa lógica teria se transformado em uma operação sistemática de seleção de alvos, com números que chegam a centenas de pessoas por ataque. No fim, um dos entrevistados afirma saber o que deveria dizer sobre o assunto, mas reconhece que há informações que não pode revelar.
| Yuval Abraham e Rachel Szor / Divulgação |
Entre os aspectos que chamam atenção no documentário, que além de ser produzido pelo The Guardian e carregar uma abordagem investigativa aparentemente intensa, está a maneira como Abraham e Szor deslocam o olhar para além dos acontecimentos visíveis no território de guerra, pois o filme procura examinar os procedimentos, tecnologias e decisões que fazem parte da operação militar, construindo uma investigação sobre as engrenagens que sustentam essas ações.
O título "NAZA" vem da expressão hebraica "nezek agavi", usada como eufemismo para "dano colateral". No filme, o termo aparece como uma referência ao número de civis que a inteligência israelense estima que possam morrer durante um ataque aéreo, tornando a própria linguagem utilizada para calcular essas mortes parte central da investigação. Segundo os realizadores em entrevista ao The Guardian, eles [Abraham e Szor] acreditam que o termo deveria ser politizado.
O título "NAZA" vem da expressão hebraica "nezek agavi", usada como eufemismo para "dano colateral". No filme, o termo aparece como uma referência ao número de civis que a inteligência israelense estima que possam morrer durante um ataque aéreo, tornando a própria linguagem utilizada para calcular essas mortes parte central da investigação. Segundo os realizadores em entrevista ao The Guardian, eles [Abraham e Szor] acreditam que o termo deveria ser politizado.
"É uma palavra que, quando você fala com um oficial israelense, como se vê no filme, eles usam constantemente. Uma das pessoas entrevistadas diz que, no Exército, você nunca diz 'vamos matar 15 mulheres e crianças'. Você diz '15 NAZA'", explica Abraham.
A repercussão internacional também colocou NAZA entre os documentários de maior destaque do circuito de festivais. A New York Magazine classificou o filme como "um dos filmes mais importantes de nosso tempo", enquanto a IndieWire afirmou que a produção "expõe a brutal máquina do genocídio moderno". The Hollywood Reporter também definiu o longa como "indispensável".
NAZA estreia nos cinemas brasileiros em 1º de outubro, com distribuição da Vitrine Filmes.
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