Paapa Essiedu revela receber ameaças desde a escalação como Snape em Harry Potter (HBO)
O ator Paapa Essiedu revelou que tem recebido ameaças de morte com motivação racial desde que foi escalado como Severo Snape na série de Harry Potter para o HBO. Em entrevista ao The Sunday Times, repercutida pela Variety, o ator relatou mensagens diretas e perturbadoras: "Me disseram: 'desista ou eu vou te matar'."
Essiedu afirmou que o impacto emocional é inevitável, especialmente diante da frequência dos ataques nas redes sociais: "Se eu abrir o Instagram, vou ver alguém dizendo que vai até minha casa me matar... ninguém deveria passar por isso por fazer seu trabalho.". O ator responde ao ódio com propósito e fala sobre representatividade: "A ideia de uma criança como eu se ver naquele mundo... isso me motiva a não me intimidar.".
Essiedu afirmou que o impacto emocional é inevitável, especialmente diante da frequência dos ataques nas redes sociais: "Se eu abrir o Instagram, vou ver alguém dizendo que vai até minha casa me matar... ninguém deveria passar por isso por fazer seu trabalho.". O ator responde ao ódio com propósito e fala sobre representatividade: "A ideia de uma criança como eu se ver naquele mundo... isso me motiva a não me intimidar.".
Apesar da violência dos ataques, Essiedu afirma que decidiu transformar a experiência em motivação para o papel. O ator também revelou que, embora não tenha assistido aos filmes estrelados por Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, foi um leitor assíduo dos livros na infância, descrevendo a saga como uma forma de escapismo em momentos difíceis.
Essiedu assinou contrato para um arco de até dez anos na produção, destacando o impacto que o projeto terá em sua vida pessoal e profissional: "Eu terei 45 anos quando terminar... sei que minha vida vai mudar muito.".
A nova série será compromisso de longo prazo, tendo a sua primeira temporada adaptada do primeiro livro (A Pedra Filosofal) com previsão de estreia para este natal; apresentando pela primeira vez Dominic McLaughlin como Harry Potter.
O caso também reforça um padrão preocupante sobre a crescente incapacidade de parte do público em separar obra e artista. É sinal de empatia lembrar que antes do artista existe a pessoa.
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